UM MUNDO DESIGUAL

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Artigo por: Inês Cardoso



A desigualdade económica, geradora por consequência de desigualdades sociais, é um dos grandes problemas que afeta atualmente a maioria dos países do mundo, em especial destaque, os países com menor desenvolvimento. É notória esta disparidade entre diferentes continentes, países e até mesmo regiões, tratando-se, como tal, de um dos fatores que leva a conflitos entre povos. Esta desigualdade tende a agravar ainda mais os problemas socioeconómicos daqueles que levam vidas mais dificultadas. Este desequilíbrio social, como foi anteriormente referido, é uma consequência negativa da má distribuição da riqueza. Raros são os países onde verificamos uma distribuição homogénea da riqueza, o que gera um contraste muito acentuado entre a população, posto que apenas uma pequena parcela da sociedade detém a maioria dos recursos económicos, enquanto a maioria quase não obtém fundos para sobreviver. Cálculos feitos pelo Banco Mundial revelam que a população pobre ganha entre 1,25 e 2 dólares ao dia, porém, ainda podemos encontram o extremo da pobreza que são aqueles que recebem menos de 1,25 dólares por dia. Analisada a situação mundial, chegou-se à conclusão que cerca de 22% da população mundial se encontra no limiar da pobreza e 44% ganham menos de 2 dólares por dia. Em suma, 66% da população mundial vive miseravelmente, na penúria. Entre outros, os países nos quais os índices se apresentam mais alarmantes são a América Latina, o sul da Ásia e principalmente África Subsaariana.
Estas desigualdades sociais levam a diferenciações entre um cidadão rico e um cidadão pobre. Assim, se dissermos que um cidadão rico tem mais direitos que um cidadão pobre, na prática, não é mentira. Contudo, na teoria, os Direitos Humanos são direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos. Entre eles - o direito à vida, à propriedade, ao trabalho, o direito à educação, à saúde, à distribuição de renda, entre outros. “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade” diz o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Tomemos como exemplo o caso de dois países, Portugal (localizado no continente Europeu) e Zâmbia (localizado no continente Africano). Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, todos temos direito à educação. No entanto, podemos verificar que em Portugal a percentagem de jovens com 15 anos ou mais que sabe ler atinge os 95.4%, enquanto em Zâmbia abrange somente 61.4% dos jovens. Comprova-se, como tal, que ainda persiste uma grande distância entre o mundo desenvolvido e o mundo menos desenvolvido e emergente.
Segundo o índice de Gini, as desigualdades em Portugal têm vindo a atenuar, uma vez que em 1994 encontrava-se em 37% e em 2011 (dados mais recentes) encontrava-se em 34,5%. Em Zâmbia verifica-se um índice bem mais elevado, que revela que há mais desigualdades entre a população, tendo a tendência de se agravar cada vez mais, isto é, há uma disposição significativa para o aumento das diferenças. Em 1996 este rondava os 49.79, porém, aumentou já no ano de 2006 para 54.63%. A verdade é que os ricos ficam cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres.

Se há estas diferenças tão profundas entre indivíduos, será possível que os direitos sejam os mesmos para todos? A resposta não é aquela que desejamos ouvir. Na verdade é impossível que um comum mortal pobre tenha os mesmos direitos que um Homem rico. Este trabalha uma vida inteira para lutar pelo alimento, não havendo lugar para educação, para direito à propriedade. Interrogo-me até, se haverá o direito à vida. Ele não vive, sobrevive. A luta pelos Direitos Humanos é constante e depende de cada um de nós mudar a situação.

O DIA EM QUE A ESCRAVATURA ESTÁ APENAS PRESENTE NOS LIVROS DE HISTÓRIA

Artigo por: Núria Inácio
Revisto por: Inês Cardoso 

O dia em que a escravatura estará apenas presente nos livros de História

Ontem, dia 2 de dezembro, celebra-se o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, data criada pela ONU há 64 anos. Faz sentido discutirmos este tema volvidos mais de 100 anos da abolição da escravatura na maior parte dos países ocidentais? Muitas pessoas considerarão este um capítulo triste, mas encerrado nas páginas dos livros de História. Não poderiam estar mais enganadas: calcula-se que atualmente existam cerca de 30 milhões de pessoas sujeitas às mais diversas formas de escravatura – mais do dobro do número de africanos transportados para o continente americano entre os séculos XVI e XIX!
A escravatura é um fenómeno quase tão antigo como a Humanidade. Era praticada já nas civilizações pré-clássicas, e mesmo os gregos não a encaravam como um obstáculo ao regime democrático então criado. No Império Romano, o número de escravos excedia mesmo a população livre! Nesta época, os escravos eram na sua maioria capturados entre os inimigos de guerra e criminosos, havendo também alguns registos de casos de escravatura por dívidas.
Na Idade Média a escravatura não deixou de existir, embora sem o peso socioeconómico que tivera no período anterior. Contudo, foi com a Expansão Marítima e a constituição de Impérios Coloniais na Época Moderna que o tráfico de escravos se expandiu exponencialmente. Os portugueses foram os primeiros a iniciar esta atividade lucrativa, sendo seguidos pelos espanhóis, holandeses, ingleses e franceses. Os próprios governos incentivaram o tráfico que, para além dos lucros, era uma forma de contornar a falta de mão-de-obra nas regiões recém-descobertas. Uma média de 55 000 africanos chegavam anualmente à América. O Brasil, as colónias inglesas da América do Norte e as Antilhas eram os principais pontos de chegada. Capturados e transportados nos navios negreiros, conhecidos por “tumbeiros”, mais de um terço morria antes de chegar ao seu destino. Empilhados nos porões, acorrentados, ocupando um espaço correspondente ao tamanho de uma sepultura, submetidos a uma alimentação deficiente e à total ausência de condições de higiene, apenas os mais resistentes sobreviviam. Uma vez chegados ao continente americano, eram expostos em mercados especializados, onde acorriam os colonos para avaliarem o valor da “peça”. Tratados como mercadoria, eram separados das famílias e depois de vendidos, os donos, para indicar a posse, marcavam-nos com um ferro em brasa, como se faz ao gado. Em termos legais, os escravos não usufruíam de quaisquer direitos, incluindo o direito de formarem família. Os violentos castigos físicos que lhes eram regularmente aplicados, muitas vezes culminando na sua morte, não eram penalizados pela justiça.
Apesar de muitos missionários defenderem as populações ameríndias da escravização, a mesma atitude de complacência não se aplicou aos escravos negros. Assim, só no século XIX, na sequência das ideias iluministas e liberais de liberdade, igualdade e fraternidade, se desenvolveram movimentos abolicionistas. A abolição da escravatura foi uma questão controversa, que colocou em causa muitos interesses económicos e variou de país para país, chegando a provocar autênticas guerras civis, como foi o caso da Guerra Civil Americana (1861-1865). Em Portugal, a escravatura foi definitivamente abolida em fevereiro de 1869, após um processo lento e gradual que teve início em 1791, em plena época pombalina.
Porém, a abolição do estado de escravidão não extinguiu a sua prática que, infelizmente, se arrasta até aos nossos dias. Em pleno século XXI, continuamos a assistir, embora de forma camuflada e, na maior parte dos países, ilegal, situações de escravidão por dívidas, servidão e trabalho forçado, tráfico humano para remoção de órgãos ou com fins sexuais, múltiplas formas de trabalho infantil, venda de crianças para a adoção, venda de noivas e recrutamento forçado de crianças em conflitos armados.
A Walk Free Foudation, uma fundação australiana que combate a escravatura moderna, lançou este ano o primeiro o ranking da escravatura – The Global Slavery Index 2013[1]. Num total de 162 países, a Mauritânia ocupa a primeira posição como o país com mais casos. Portugal encontra-se nos últimos lugares (posição 147º), embora sejam estimados 1300 a 1400 casos de escravatura, um número muito superior aquele que foi divulgado pelo Observatório do Tráfico de Seres Humanos – 164 casos sinalizados de janeiro a setembro deste ano. Entre esses casos, predominam as vítimas de exploração sexual, maioritariamente do sexo feminino. Contudo, também existem organizações que forçam crianças à mendicidade e criminalidade e outras que recrutam mão-de-obra trazida para Portugal ou levada para o estrangeiro com promessas de trabalho.
A celebração deste dia deve ser feita com ações e não com discursos vãos; ações que se estendam por todos os dias, de todos os anos, até que o tema da escravatura esteja apenas presente nos livros de História.
É essencial o comprometimento dos Estados na luta contra a escravatura, mobilizando os meios disponíveis para cumprir de facto os Artigos I e IV da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. (…)” e “Ninguém será mantido em escravidão. A escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.”.
Ao invés de omitir e camuflar a realidade, urge divulgar e informar. Creio que a prevenção só será viável quando a informação se alargar ao maior número de pessoas possível – que formas de escravatura subsistem; a quem nos devemos dirigir se conhecermos algum caso; que organizações apoiam as vítimas na sua reintegração.
Para terminar, gostava de deixar esta mensagem: cabe-nos a nós, seres humanos e sociais que somos, estar mais atentos ao Outro, interpelar esse Outro que nos parece perturbado, triste e fechado sobre si mesmo. Porque atualmente os escravos não se encontram acorrentados nem expostos num mercado à vista de todos…


HOMEM DE FERRO – RESULTADO AS SUGESTÕES DE UMA CINÉFILA

sábado, 30 de novembro de 2013

Artigo por: Bruna Pias
Revisto por: Inês Cardoso

A votação encerrou, os nossos leitores escolherem o herói com quem gostavam de passar o dia e dos 59 votos recolhidos o vencedor foi... o Homem de Ferro.



FICHA TÉCNICA

Nome Verdadeiro: Anthony Edward "Tony" Stark
Altura: 1.85 m
Peso: 102 k
Olhos: Azuis
Cabelo: Preto
Naturalidade: E.U.A.
Local de Nascimento: Long Island, Nova Iorque
Primeira aparição: Contos de Suspense # 39 (1963)


Anthony "Tony" Stark nasceu filho de Howard Anthony Stark e Maria Collins Carbonell Stark, proprietários da famosa empresa americana, Stark Industries (Indústrias Stark). Em criança, Tony ficava fascinado com a construção de máquinas e aparelhos e aos 15 anos de idade inscreveu-se no curso de engenharia elétrica no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Aí se formou em dois mestrados diferente, com apenas 19 anos.
Tony foi trabalhar para as Indústrias Stark, contudo mostrou mais interesse na vida de playboy irresponsável no uso das suas habilidades de engenharia. Pelos 21 anos, Tony herda a empresa, quando os pais morrem tragicamente num acidente de carro secretamente orquestrado pela corporação rival Republic Oil (posteriormente, ROXXON). Ainda sem experiência no que toca aos negócios, Tony promove a secretária Virginia "Pepper" Potts para ser sua assistente executiva e deixa a maior parte do trabalho encarregue da mesma, para que possa evitar o que considera um fardo.



O Nascimento do Homem e Ferro

Um dia, Tony participa pessoalmente num teste feito ao equipamento militar da empresa numa das suas fábricas internacionais no médio oriente, no entanto, logo após a sua chegada ao local Stark é atacado por um bando de terroristas liderados pelo revolucionário de Sin-Cong, Wong Chu. Durante a captura, uma mina terrestre explode e os estilhaços provocados por uma bala alojam-se perto do coração de Tony.
Levado de volta ao acampamento de Wong- Chu, Tony divide uma cela com o professor Ho Yinsen, um físico mundialmente famoso. Wong- Chu exige que os dois cientistas desenvolvam um tipo de armamento avançado para as suas forças militares. Sabendo que não conseguiria viver por muito tempo com os estilhaços tão perto do seu coração, Tony propõem que ele e Yinsen se dediquem à criação de uma armadura equipada com um gerador de campo magnético de forma a evitar que os estilhaços atinjam o seu coração.
A armadura que criam torna-se a primeira e a verdadeira armadura do Homem de Ferro e é equipada com um armamento magnético bruto com o objectivo de o defender.
Quando se encontra finalmente em liberdade Tony trabalha para melhorar a armadura do Homem de Ferro e reivindica-o como seu guarda-costas pessoal a fim de disfarçar a sua identidade. Contudo, após algumas missões bem sucedidas acaba por revelar ao mundo quem é de verdade o Homem de Ferro tornando-se um dos poucos heróis com uma identidade conhecida e desde sempre admirada.
O engenheiro Stark desempenha um papel duplo na formação de Os Vingadores tanto como o patrocinador e como Homem de Ferro, como membro fundador, juntamente com Thor (que ocupa o terceiro lugar no nosso inquérito), Homem-Formiga (Henry Pym), Vespa (Janet Van Dyne) e Hulk (que é a sétima escolha dos nossos leitores). Enquanto perseguem o inimigo Namor, Homem de Ferro depara-se com o corpo de Steve Rogers, ou, como é mais conhecido, Capitão América (quarto na nossa votação) que se encontra preservado no gelo desde a Segunda Guerra Mundial. Reanimado, o Capitão América junta-se aos Vingadores e torna-se um companheiro da equipa e amigo de Tony Stark. Mais tarde, Tony ajuda a estabelecer a agência internacional SHIELD desenhada para ajudar super-humanos a combater as ameaças terroristas.
Durante esses primeiros anos como um super-herói, o Homem de Ferro lutou contra o Mandarim, e ao lado de Hawkeye (infelizmente aquele menos requisitado pelos inquiridos) e a Viúva Negra (especialmente famosa entre o nosso público masculino).





NOVEMBRO "UM MUNDO COR DE ROSA"

Escrito por: Joana Sobral
Revisto por: Inês Cardoso

Romance em casa dos Ingleses 

O namoro entre o Príncipe Harry e Cressida Bonas, que dura desde à um ano para cá, está a tornar-se cada vez mais sério. Com a bênção da avó Isabel II, o casal já frequenta junto as propriedades reais e até já se fala de casamento! Quem não está muito contente com este compromisso é a duquesa de Cambridge. Kate não apoia a paixão entre o casal, uma vez que a namorada de Harry é a irmã da ex-companheira de William, por quem ele havia estado muito apaixonado.












A reconciliação dos vampiros

Kristen Stewart e Robert Pattison foram avistados a entrar juntos para um hotel, neste recente mês de Novembro, levando o público a suspeitar de uma verdadeira reconciliação! A história de amor dos atores de Crepúsculo parece não ter fim, ouvindo-se rumores até de um possível casamento.




A ousada Miley Cyrus 

Como disfarce de Halloween 2013, a cantora e atriz Miley Cyrus decidiu-se pelo uso de um fato provocatório e irreverente, exibindo um seio pintado. Porém, foi uma imitação de como já Lil’ Kim havia ido vestida em 1999, no “Video Music Awards”.



O ídolo da juventude provoca o caos no Rio

Justin Bieber, de 19 anos, tem vindo a demonstrar-se cada vez mais malcomportado. Na sua passagem pelo Brasil, Rio de Janeiro, Copacabana, o cantor abandonou um concerto a meio, destruiu o seu quarto de hotel e envolveu-se no meio da prostituição. Após ter tentado levar as suas “amigas” para o hotel, sendo barrado, o artista partiu objetos da habitação onde se encontrava e foi de imediato alugar uma mansão para aproveitar da companhia das suas convidadas. Aliado a isto, foi também posteriormente procurado pela polícia, por ter grafitado umas paredes de um antigo hotel da cidade do Rio de Janeiro. Os fãs têm-se vindo a mostrar descontentes por este comportamento pouco adequado para quem é líder e exemplo para muitos.  





Carro de Dicaprio à venda no e-bay 

Homem que está a vender um Lexus no e-bay pede cada vez mais dinheiro pelo carro, afirmando que este já havia pertencido ao actor Leonardo Dicaprio, onde teria praticado relações com Gisele Bundchen e outras modelos.







Pink e marido processados 

A cantora e Carey Hart são processados pelo fotógrafo Boris Issaei, que alega ter sido agredido e humilhado durante uma discussão acesa com o casal. Ao tentar tirar fotografias a Pink enquanto esta mudava a fralda à sua filha num parque infantil, o marido insultou o fotógrafo, tratando-o por nomes ofensivos, incluindo “pedófilo”. Ao que parece a artista ainda acrescentou “Estás a tirar fotografias ao meu bebé nu”. De seguida, um amigo de Carey parte para ao ataque, dando chutos nas canelas a Boris e joelhadas na virilha, ficando o seu equipamento fotográfico danificado.



Gusttavo Lima e o síndrome de pânico 

Gusttavo Lima revela que sofre do síndrome de pânico. Gosta de voar mas tem muito medo, e quando fica sozinho num lugar público paralisa e não consegue reagir.



Kanye West convoca fãs a boicotarem Louis Vitton 

Após ter sido rejeitado pelo cabecilha da marca francesa, o cantor Kaney West convoca as fãs pela rádio a não aderiram à marca Louis Vitton. Segundo o artista, após se preparar e ir a Paris para se encontrar com o respetivo chefe, este respondeu-lhe, declarando que não entendia por que razão precisariam de se encontrar com ele. Perante esta abordagem, Kanye deu como resposta “Deixe-me explicar porquê. Ninguém em Nova Iorque vai comprar mais Louis Vitton do que eu depois de janeiro. Agora já nos podemo-nos encontrar?”. O cantor afirma ainda que a marca pensa que não tem consciência do seu poder.


Mãe de Chris Brown culpa amigos de transformarem o filho num “bandido” 

Joyce Hawkins afirma que as más companhias de Chris Brown fora responsáveis pelo seu vício nas drogas e no seu comportamento desrespeitoso. Após ver o filho a ser condenado a 90 dias de reabilitação e 24 horas de serviço comunitário, Joyce acredita que o “gangue” do rapper somente busca fama e dinheiro e aproveita-se do cantor para o obter. Porém, a relação entre mãe e filho é tão conturbada, que o artista chegou a atirar pedras ao carro da mãe, no início deste mês.




Lady Gaga e o vestido que voa

Quando pensamos que Lady Gaga já não nos consegue surpreender mais com as suas inovações, a cantora lança ainda um vestido que voa. Gaga apresentou “Volantis” numa entrevista em Nova Iorque, chegando mesmo a voar! De acordo com a revista “US Weekly”, a cantora será a primeira artista a realizar uma performance no espaço, que acontecerá durante o festival Zero G Colony, no Novo México.





Novembro - "As Sugestões De Uma Cinéfila"

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Artigo por: Bruna Pias
Revisto por: Isolete Sousa

FILMES DO MÊS DE NOVEMBRO – SALAS DE CINEMA
DESTAQUE


A Ação Tão Esperada   Nesta passada sexta-feira, a equipa do Raiz do Jornalismo teve a oportunidade de assistir à pré-estreia da sequela da saga “Os Jogos da Fome”. Devo dizer que como fã devota das obras de Suzanne Collins, desde o primeiro filme que a adaptação da história me surpreende e desta vez “Em Chamas” teve uma projeção e qualidade épicas.
            Katniss e Peeta ganham os 74º Jogos da Fome, no entanto a sua viagem não termina aqui e apesar da riqueza ganha há que enfrentar as terríveis ameaças do Capitólio.
            Não só pela fantástica adaptação de argumento, mas também pela forte prestação dada pelos atores, “Em Chamas” superou a todos os níveis o primeiro combate de “The Hunger Games”. Desta vez, vemos muito mais do que uma forte e muito capaz Jennifer Lawrence, que continua a provar a sua vitória nos Óscares, também apreciamos uma realização de excelência pelo realizador Francis Lawrence. Este foi responsável por obras como ”Eu Sou a Lenda” ou “Água Para Elefantes”, mas nenhuma comparável à magnitude desta sequela. As emoções são para mim essenciais na sobrevivência do interesse no filme e este transpareceu brilhantemente o sofrimento, a pena, a culpa, o ódio, o amor e a amizade.
Não existem dúvidas, os CGs pouco detalhados, que tanto me incomodaram no primeiro filme, foram corrigidos e melhorados. As personagens secundárias brilharam com uma confiança extrema ou momentos hilariantes. Não posso deixar ainda de referir a incrível maquilhagem que para mim chega a ser mais mágica que os próprios efeitos especiais, a profissional Ve Neill volta a não desapontar. Com os próximos filmes já em produção é difícil dizer se a esta rapidez afetara a qualidade da série, mas esperemos que as últimas duas partes estejam à altura.
Este fim de semana pertenceu a “Em Chamas” ganhando lugar de destaque nas bilheteiras a nível mundial, já cá em Portugal teremos de esperar até amanhã para saber a continuação da saga. Prometo um final tão surpreendente que, para quem não é familiarizado com os livros, pode levar à mais severa das frustrações... Deixo-vos com as opiniões da restante equipa à cerca o filme:

“O novo filme dos Hunger Games, é brilhante, não pela sua estética, mas sim porque desperta no espectador todo o tipo de emoções.” – Inês Consonni

"Nunca pensei gostar tanto de um filme onde se colocam pessoas numa cúpula e se espera que se matem uns aos outros, mas foi muito mais do que isso, pessoalmente é muito melhor que o primeiro filme, tem momentos de lágrimas e gargalhadas, são quase três horas de filme inesquecíveis." – Afonso Leitão

"A segunda jornada dos Jogos da Fome não poderia ter sido melhor. Elevou a fasquia do que foi o primeiro filme, melhorando a história, sem a deixar empobrecer. A ação, juntamente com a fantástica representação do elenco, transformou esta peça cinematográfica numa recordação incontestável para todos os fãs." - Joana Sobral

★★★★★★★★★ – 9/10 estrelas


Parte da equipa na pré-estreia de "Em Chamas"
Com a cortesia de  Hunger Games Portugal




A Ficção Científica – Caracterizaria o filme “Ender’s Game: O Jogo Final” como a surpresa do mês!
            O jovem Ender Wiggin é recrutado pela Militaria Internacional para liderar a luta contra o Formecs, uma raça alienígena que quase aniquilou o ser humano numa invasão anterior com o objetivo de colonizar o planeta terra.
            Também tendo lido e adorado o livro que deu vida a este filme, concordo que Hollywood esteja a tentar ser fiel às histórias de sucesso, desde que estas não sejam impostas aos produtores, mas realizadas por puro prazer. Não posso descartar a prestação de Asa Butterfield que foi mais do que satisfatória, foi emocional. No entanto, não esperávamos outra coisa do amigo d’ “O Rapaz de Pijama às Riscas”. A realização foi extremamente bem-sucedida não deixando os obstáculos pelos quais o filme passou, afetar a sua qualidade. Tanto a nível fotográfico como de efeitos especiais tudo pareceu, dentro do possível, real.
            A história que é contada pelo polémico autor Orson Scott Card não deixa de ter o seu carácter sórdido e por isso penso estar bem adaptado a nível do argumento. Acrescento ainda a performance de Viola Davis e Harrison Ford que me deixaram surpreendida, pelo facto de este não ser um filme que encha bilheteiras. Mais uma vez, apesar das participações especiais, a publicidade passa a ser um fator importante na indústria visto que, cada vez mais, todos os elencos são ricamente recheados e contar com um ou dois reconhecíveis atores não garante o sucesso. Mesmo assim, penso que foi uma boa surpresa e aconselho a todos os fãs da ficção científica pura!

★★★★★★★ – 7/10 estrelas

A Máfia – Sim, inclui o Robert DeNiro e é sobre máfia! E sim, o Robert DeNiro é obrigado a ver o Robert DeNiro em “The Goodfellas” onde é também mafioso. Bem, simplesmente voltámos à velha questão: O que se passa entre o Robert DeNiro e a máfia americana?
            A família Manzoni, um clã mafioso, é recolocado na Normandia, em França a quando do programa de proteção de testemunhas. Porém, será difícil a sua adaptação, pois os velhos hábitos custam a morrer.
            A minha primeira questão será “Malavita” ou “The Family”? Há-se lá entender a indecisão de Luc Besson em escolher um título para o próprio filme. Não, o seu nome não é “Malavita” por causa da tradução, mas por ser o nome do livro, o nome do cão, o nome nos créditos iniciais, só não o é no póster americano. Não que seja uma questão relevante, no entanto é deveras curiosa, pois prova que a celebridade existente e Besson também é baseada num dilema, então o público prefere a sua realização ou o seu argumento?
            Por experiências passadas, como por exemplo ”Taken”, diria que a minha preferência se enquadra no segundo corroborada pela afirmação que “Malavita” me desapontou a vários níveis. Este é um daqueles filmes que diz tudo no trailer, pensei que talvez seria humorístico, porém todas as “piadas” já tinham sido mencionadas anteriormente. Pensei que fosse de espírito forte, contudo apenas o trailer me deu essa impressão. A ideia errada que evoca o enredo não me satisfez, esperava algo cheio de vida, humor e personagens estranhas. De facto, a única prestação que apreciei foi a de John D’Leo que trabalhou de forma inteligente com a personagem de Warren Blake. Dianna Agron também conseguiu criar uma opção interessante para a visualização, mas terá sido o seu trabalho ou a sua voz de tom baixo que deram vida a Belle?
            Agradaram-me também as paisagens, os locais foram bem escolhidos e os momentos que requeriam intercalar cenas também foram bem conseguidos e de forma inteligente. Não se enganem, o Robert DeNiro já não se encontra jovem e vital, mas continua com aquele toque gangster que, apesar de tudo, só ele sabe dar!

★★★★★★★ – 7/10 estrelas

O Drama -  Porquê Ridley, porquê?
            Um advogado encontra-se em problemas, quando se envolve com o tráfico de drogas e os cartéis mexicanos.
            Até gostei de toda a vertente “Alien” e “Prometheus”, porém “O Conselheiro” foi só uma tentativa falhada de trazer um elenco de luxo a uma história já contada. Quantas vezes tenho que dizer... as emoções importam!! Não foi com altos elementos de cariz sexual que o “Forrest Gump” ganhou o Óscar! Nem foi o tráfico de droga no planeta Pandora que ganhou milhões e o título de filme mais rentável de sempre ao “Avatar”!!
            A vida tem mais caminhos a percorrer e a falência de, por exemplo, o cinema em Portugal não se deve só à falta de dinheiro, mas também à de imaginação. Tanto n’”O Conselheiro” como em inúmeros filmes portugueses o tema é desconfortável e não original.
          Centrando-me agora na obra de Ridley Scott mais propriamente, digo que não entendi metade da história, só mesmo as partes que não deveria entender... Os diálogos são extremamente complicados, cheios de palavras ao que chamamos de “caras” e metáforas que no decorrer do filme são difíceis ao processamento. Eu adoro este tipo de falas cheias de significado, mas num filme dominado por homens que fazem dinheiro através do tráfico de droga, visto que claramente não tiveram a oportunidade de enveredar por um caminho académico e que são mexicanos, não seria de esperar que todos ele soubessem mais inglês que o próprio advogado americano. A irrealidade do argumento transcende-me, já a realização não irei criticar negativamente, pois sem dúvida que a genialidade de um realizador como o senhor Scott não se perde de ânimo leve.
            Assim, culpo a história pelo fracasso do filme, e os movimentos pouco angelicais da ex-menina Charlie, Cameron Diaz.

★★★★★★ – 6/10 estrelas

A Comédia – “A Ressaca” para os mais velhos, chegou!
            Três amigos de sessenta e poucos anos fazem uma pausa no seu dia a dia monótono para preparar uma despedida de solteiro a um outro amigo em Las Vegas.
            “Last Vegas – Despedida de Solteiro” não podia deixar de ser divertido, no fundo o elenco de luxo que estamos habituados a ver inseridos na vertente dramática é transportado para um ambiente descontraído e humorístico. Apesar de tudo, este será novamente um filme que não se desprende do trailer onde quase todas as piadas são reveladas de imediato. Não esperava que fosse uma película de “chorar por mais” e tinha as expectativas que sempre tenho quanto a uma comédia, não muito altas.
            Penso que não será discutível qualquer prestação técnica, visto que não passa de um momento bem passado na sala de cinema. No entanto, quando recebo uma chamada do meu avô a aconselhar-me o filme, pergunto-me se devido à minha falta de idade não terei entendido ao todo a sua piada inerente. Mas prometo, daqui a alguns anos repito a experiência...

★★★★★★ – 6/10 estrelas

A Ação – Ótimo argumento péssima execução.
            Stallone e Schwarzenegger encaram uma aventura cheia de ação. Um Homem é profissional em escapar de prisões como forma de teste, até que a própria profissão se vira contra ele...
            Excelente ideia! Foi o que pensei quando li a sinopse. Antes de mais tive a péssima experiência de ir ver uma sessão interrompida por falta de som, isso mesmo, o filme “perdeu o pio”! Mas, ultrapassado o problema e revista a parte inicial comecei por pensar o quanto gostava deste tipo de experiência. Coisas misteriosas acontecem e no final são explicadas, além de dar um grande leque de ideias de como sair de uma prisão, a minha curiosidade não se contém.
            Digo que a história teve um rumo perfeito, mas poderia ter sido elevada ao nível de um “Óscar” introduzindo as tão aclamadas emoções e um ou outro momento comovente. O momento alto de “Plano de Fuga” foi sem dúvida Schwarzenegger em alemão, concordo que, apesar de não saber o que disse, a sua prestação melhora quando interpreta na sua língua materna (não, na Áustria não se fala Austríaco!).
            Quanto à cinematografia podia novamente ter sido muito mais orientada  e original. Gostei da prestação do ator Jim Caviezel, pois revelou-se diferente e original. Gostavas de saber como sair da prisão? Então este é o guia ideal e deixa-me dizer, envolve mais que uma carta do monopólio.

★★★★★★ – 6/10 estrelas

O Terror – Duas palavras:  Fiquei desapontada!
            Volta o clássico conto de terror sobre a jovem Carrie White, uma menina tímida protegida pela mãe profundamente religiosa, que desencadeia o terror com o seu poder de telecinesia.
            Deixo já o aviso de que o novo “Carrie” não requer qualquer frase inicial que indique poder chocar os mais impressionáveis. Se queres ver um filme de terror sem qualquer reminiscência deste, então esta é a tua oportunidade! Não me estou a queixar, claro, por um lado agradeci a ligeireza, por outro suspeito que quem esperava horror não o tenha recebido da melhor forma.
            O facto de adorar o livro como obra fez-me querer adorar um filme, mas se fosse horrorífico não o teria adorado e se fosse tão simples, como de facto foi, igualmente. O que me deixa confusa, mas o meu pensamento final é que não o adorei. Detesto afirmar a incapacidade de uma realizadora mulher, mas, de facto, faltou não só o susto, como aquela sobriedade proporcionada pelo livro de forma tão eficaz.
            Os contrastes de luz entre as personagens, que de mal só mesmo a quantidade exagerada de palavrões e aquelas que tinham o poder de susto, pareceu-me irrelevante e fracamente executado. Continua a ser um história que me é muito... “querida?”, porém não posso corroborar com uma opinião positiva sobre o filme porque desaponta. Devo mencionar a prestação de Julianne Moore como aquela de maior sucesso.

★★★★★★ – 6/10 estrelas


SUGESTÃO DE NATAL/INVERNO

Pois é, este mês não foi lá muito bom no que toca às minhas escolhas cinematográficas. Se não fosse o “Em Chamas”, lá para o fim de novembro arriscaria dizer que este foi talvez o pior mês de todos. Porém, novembro não terminou, há ainda um fim de semana de estreias pela frente e se já estás farto do frio, tenho a certeza que este filme far-te-á pensar o contrário!
“Frozen – O Reino do Gelo” inclui as vozes de Kristen Bell e a maravilhosa Idena Menzel na versão original e as de Paulo Vintém e Diogo Morgado na versão portuguesa. É o mais recente filme da Disney e conta a história da otimista e destemida Anna, que se junta ao jovem Kristoff, um vendedor de gelo, numa jornada épica para encontrar a irmã, Elsa, cujos poderes de gelo a aprisionaram no reino do inverno eterno. Pelo caminho encontram condições geladas, paisagens muito branquinhas e um boneco de neve hilariante chamado Olaf.
Será talvez uma forma eficaz de nos fazer apreciar o Inverno um pouquinho mais, ou talvez não... 



 
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